quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

CENTÉSIMAS-DÉCIMAS


Confesso: tenho uma relação de amor-ódio com as áreas de serviço das auto-estradas. Cada vez que adquiro qualquer coisa que não sejam jornais ou cigarros (preço igual em todo o lado) sinto-me pura e simplesmente explorado. Da simples bica, que varia entre os setenta e os noventa cêntimos (!) até outros luxos como bolachas, chocolates ou pastilhas elásticas, em todos e em cada um dos produtos que vendem ao dependente público que as frequentam, as áreas de serviço parecem querer angariar o valor da brutal renda que pagam às gasolineiras por estar ali. Ao mesmo tempo, eu preciso das áreas de serviço quando em viagem pelas auto-estradas e quantas faço! Preciso da bica periódica, do engana-a-fome que tanto pode ser o tal chocolate mais de Inverno, a referida farinácea, mais para o Verão, quiçá um geladito para refrescar. Posto isto: o que nunca me tinha acontecido foi o que me aconteceu na área de serviço de Santarém, no posto da BP. Pedi meia torrada e a diligente funcionária respondeu-me: "não fazemos". Só uma. A senhora só tem ordens do insaciável e ganacioso concessionário para vender torradas inteiras, porque a sua ganancia não se sacia com seres humanos parcos em torradas, que só necessitem de meia. Por absoluta necessidade condescendi. A funcionária do insaciável e ganacioso concessionário, neste caso aparenta ser a própria BP, uma vez que as funcionárias (não havia homens a atender) ostentavam a correspondente farda, serviu-me uma torrada e exigiu-me o pagamento correspondente. Vou lá voltar e sem necessidade voltar a pedir meia torrada. E dessa vez, a guerra vai começar no livro de reclamações.

Tirei o logotipo daqui.

1 comentário:

pedronunesnomundo disse...

vi com surpresa aqui o link para este blog
http://pedronunesnomundo.wordpress.com

o que me satisfaz e agradeço

melhores cumprimentos

PN